NO AR
Programa: Paradao de Sucessos

Polícia Militar e Ministério Público atuam contra a farra do boi na região

Autoridades dão início a ações de prevenção contra a prática, comum no litoral durante a Quaresma

Não é preciso ser um expert em investigação ou membro do departamento de inteligência da Polícia Militar para encontrar apologia à farra do boi nas redes sociais. Livremente, como quem fala sobre qualquer tipo de assunto, adeptos da prática comum no litoral catarinense exaltam o que, para eles, é tido como uma tradição. Alguns dos comentários em postagens que mostram bois gordos à espera do abate tentam justificar o ato criminoso. Para combater a prática que se torna ainda mais corriqueira na época da Quaresma, Polícia Militar e Ministério Público de Santa Catarina unem forças, preparam um cerco em locais específicos e prometem fiscalização não apenas para atender ocorrências do gênero, como também evitar que elas aconteçam.

No Vale do Itajaí, ações da polícia serão mais frequentes em pontos comuns, explica o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar em Balneário Camboriú, tenente-coronel Evaldo Hoffmann. A presença de reforço policial até o dia 2 de abril no litoral catarinense vai auxiliar nesse combate, com o alerta ligado aos fins de semana a partir do fim da tarde, quando normalmente ocorrem os crimes. Trabalhos com caráter de fiscalização ocorrerão em Bombinhas, Porto Belo, Itapema, e na Zona Sul de Balneário Camboriú, locais onde há maior incidência da farra devido à colonização açoriana.

Hoffmann conta ainda que a PM monitora casos de exaltação à farra do boi na internet, e que isso ajuda a conter possíveis casos na região.

– Apoiar ou incentivar fato criminoso é apologia ao crime, previsto no Código Penal. A gente acompanha as redes sociais e através dessas informações, temos condição de fazer ações para evitar que a farra do boi aconteça e capturar o animal – explica o comandante do 12º BPM.

Vídeos publicados em páginas que defendem a farra do boi surpreendem desavisados. Com publicações há três semanas que podem ser vistas e curtidas. É justamente essa a preocupação do Ministério Público, que promove encontros regulares envolvendo o Grupo Especial de Defesa dos Animais. O objetivo é desencadear em parceria com as prefeituras, ações em outros municípios como Navegantes, Itajaí, Governador Celso Ramos, Florianópolis, Garopaba e Tijucas.

O promotor Paulo Antonio Locatelli, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, ligado ao MP, diz que em um momento de fácil acesso à informação, ter a participação popular para denunciar possíveis casos de farra do boi é essencial para combater a prática no Estado:

– É importante a participação do cidadão denunciando a suspeita de transporte de animais, principalmente agora no período em que casos acontecem de forma mais corriqueira. Mangueiras, lugares suspeitos de contenção desses animais, bois sem brincos que serão usados para coisas ilegais, precisam ser denunciados – afirmou em entrevista ao canal do MP-SC na internet.

A farra do boi é proibida desde 1997 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ser entendida como prática de maus tratos contra animais e considerada crime pela Lei de Crimes Ambientais. A pena vai de três meses a um ano de detenção. Criminosos alegam ser uma herança cultural de pescadores portugueses e, por isso, o município de Governador Celso Ramos tentou regulamentar a “brincadeira do boi” em 2007. Meses depois, o Pleno do Tribunal de Justiça de SC acatou um pedido do MP-SC e considerou a lei inconstitucional.

É crime
A farra do boi é proibida desde 1997 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ser entendida como prática de maus tratos contra animais e considerada crime pela Lei de Crimes Ambientais, Lei Federal nº 9.605/98. A pena vai de três meses a um ano de detenção.

Como denunciar
Caso você presencie ou saiba de uma farra do boi, procure os seguintes canais para informar as autoridades:
- Polícia Militar – 190
- Polícia Civil – 181
- Ministério Público – www.mpsc.mp.br/atendimento-ao-cidadao/denuncie

 

Justiça autoriza transferência de deputado federal por SC para Brasília

João Rodrigues (PSD) está preso em Porto Alegre. Ele foi condenado à prisão por irregularidade em licitação.

O juiz convocado Rony Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), autorizou nesta quarta-feira (21) a transferência do deputado federal João Rodrigues (PSD), atualmente preso em Porto Alegre (RS), para o Centro de Detenção Provisória, em Brasília. O parlamentar foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto em 2009, por irregularidade em licitação. No último dia 6, o Supremo Tribunal Federal ordenou a execução imediata da pena.


A decisão atende ao pedido da defesa de Rodrigues, que argumentou que a transferência para a capital federal era para que o parlamentar continuasse a exercer as funções na Câmara dos Deputados. A detenção do político, que tem o ensino fundamental incompleto, no CDP será por causa de sua prerrogativa de função.


Rodrigues foi preso pela Polícia Federal no dia 8 de fevereiro, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele voltava de uma viagem de férias com a família em Orlando, nos Estados Unidos. No mesmo dia, foi transferido para a capital gaúcha, onde fica a sede do TRF-4, instância jurídica que o condenou à reclusão.

Na época da condenação, o deputado federal era prefeito de Chapecó, por isso foi julgado diretamente na segunda instância da Justiça. A acusação era referente ao período de 30 dias em que ele exerceu o cargo de prefeito interino de Pinhalzinho, em 1999.

Licitação
 
O Ministério Público Federal acusou Rodrigues de autorizar licitação para a compra de uma retroescavadeira para a prefeitura de Pinhalzinho por R$ 60 mil. Como parte do pagamento, foi entregue uma máquina usada, de R$ 23 mil.


Mas, conforme o MPF, a comissão que avaliaria o preço da retroescavadeira usada só foi nomeada dois dias depois do edital de tomada de preços, que já trazia os R$ 23 mil. A licitação foi na modalidade de tomada de preços e houve somente uma concorrente, da cidade de São José, que fica a 650 quilômetros de Pinhalzinho.


A empresa vencedora teria recebido R$ 95,2 mil mais o equipamento usado. Além disso, a máquina usada teria sido vendida a um terceiro, por R$ 35 mil.

Fonte: G1 SC
 

 

Vereador de Tubarão é rendido por assaltantes e tem caminhonete roubada

Assalto ocorreu na noite de terça-feira quando ele chegava em casa. Polícia investiga se carro encontrado incendiado foi utilizado na fuga dos suspeitos.

Um vereador de Tubarão, no Sul catarinense, foi assaltado na noite de terça-feira (13) em Tubarão, no Sul catarinense. Ele foi abordado por três homens encapuzados quando chegava em casa. O carro que teria sido utilizado pelos suspeitos foi encontrado incendiado em Criciúma. Segundo a Câmara de Vereadores de Tubarão, o parlamentar está afastado das funções desde outubro por problemas de saúde.


O assalto ocorreu por volta das 23h30 no bairro Oficinas, em Tubarão. Segundo a Polícia Militar (PM), o vereador João Fernandes chegava na própria residência quando foi rendido por três homens. O vereador disse à polícia que o trio estava encapuzado e que um deles chegou a fazer ameaças com um revólver.


Dois suspeitos fugiram levando a caminhonete do vereador e outro, em um veículo IX 35. Fernandes não foi ferido. Mais tarde, em Criciúma, um IX 35 foi encontrado queimado no bairro São Simão e a PM acredita ser o mesmo veículo usado no assalto. A polícia não soube confirmar se o veículo tem registro de furto.


A PM trata a ocorrência como um caso isolado e acredita que possa ser um grupo de outra cidade que cometeu o assalto. Até a manhã desta quarta, a caminhonete não foi localizada, e nenhum suspeito havia sido identificado ou preso. A Polícia Civil não passou informações sobre o caso.

Fonte: G1 SC

 

Vendas de veículos novos no Vale em janeiro superam médias de SC e do país

As vendas de veículos novos no Vale do Itajaí em janeiro foram maiores do que as médias catarinense e nacional.

De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos em Santa Catarina (Fenabrave-SC), o volume de emplacamentos na região no primeiro mês do ano, considerando todos os tipos de veículos, subiu 30,7% na comparação com o mesmo período de 2017. No país, este índice foi de 20% e, no Estado, de 17,5%.

Com os números, o Vale teve o desempenho mais expressivo entre todas as regiões catarinenses na largada do ano. Só o segmento de automóveis e comerciais leves apresentou alta de 27%. As vendas de motos cresceram 33% e as de caminhões disparou 72,3%.

A boa notícia, para as revendedoras, é que os dados – a se considerar a base fraca de 2016 – confirmam o aquecimento do setor. A ruim, para quase todo o restante, é que mais e mais veículos nas estradas estrangulam a já delicada mobilidade urbana e desafiam a precária condição das rodovias que cruzam a região.

Aliás

Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC) mostram que a frota de Blumenau, em janeiro, somava 255.686 unidades. Só de automóveis eram 163.822, 3.533 a mais do que havia no mesmo mês de 2017.

A se manter este ritmo, fica a pergunta se as atuais obras de mobilidade que ocorrem na cidade darão conta de atender a demanda num futuro não muito distante. E também fica evidente a urgência em rever o atual modelo do transporte coletivo, tornando-o atrativo ao ponto do usuário trocar o carro pelo ônibus. É possível?

Fonte: NSC Total / Pedro Machado

Governo lança projeto-piloto do documento nacional de identificação, que reúne CPF e título de eleitor

Servidores do Ministério do Planejamento e do Tribunal Superior Eleitoral serão os primeiros a ter acesso ao documento. Meta do governo é que população possa solicitar o DNI a partir de julho.

O governo federal lançou nesta segunda-feira (5) o projeto-piloto do Documento Nacional de Identificação, que reunirá, num primeiro momento, o CPF e o título de eleitor.
O documento já havia sido sancionado pelo presidente Michel Temer em 2017. Agora, começa a fase de testes, em que cerca de 2 mil servidores do Ministério do Planejamento e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão começar a usar a nova identificação. A meta do governo é que o serviço esteja disponível para a população a partir de julho.


O TSE, um dos órgãos responsáveis pelo documento, informou que o DNI funcionará de forma digital. O cidadão, quando for preciso, apresentará o documento no celular. Com isso, de acordo com o governo, ficará dispensado de apresentar documentos em papel, como CPF, certidão de nascimento, casamento ou título de eleitor.
Para quem não tiver celular, o governo afirmou que há a possibilidade de o número do DNI constar na carteira de identidade.
 
Quando o serviço estiver liberado para a população, o DNI ficará acessível a partir de um aplicativo gratuito para smartphones ou tablets, disponível nas plataformas Android e iOS. Será necessário que o cidadão tenha registro biométrico na Justiça Eleitoral.
Segundo o TSE, o DNI “poderá ser baixado pelo cidadão uma única vez e em um só dispositivo móvel, por questão de segurança”.
 
Ainda de acordo com o governo, o DNI poderá no futuro reunir outros documentos, desde que sejam firmados convênios com órgãos públicos para a integração da base de informações. Um dos exemplos citados foi o estudo de vincular ao DNI a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
 

'Facilitar a vida'
 
A cerimônia de lançamento do projeto piloto, no Palácio do Planalto, contou com as presenças de autoridades como o presidente Michel Temer, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministo Gilmar Mendes, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.
“É dever de todos nós colocarmos a evolução tecnológica à serviço do cidadão. É o que fazemos todos hoje com o lançamento do piloto do documento nacional de identificação”, disse Temer em discurso. "A ideia de um documento de identidade todo digital que possamos acessar pelo telefone é muito prática. A vida de tudo mundo de alguma maneira ficará mais fácil", completou.
Dyogo Oliveira destacou que o DNI vai facilitar o dia a dia do cidadão ao reunir diferentes documentos e informações, como bancos de dados do governo federal.
“A partir desse aplicativo você vai ter a integração de outros documentos, junto com a base de dados biométricos que o TSE já vem construindo”, disse. “O cartão do SUS pode ser a próxima fase [de integração ao DNI]”, completou.
 

Passo a passo
 
De acordo com o TSE, quem quiser solicitar o DNI terá que seguir os seguintes passos:
 

Quem já passou pelo cadastramento biométricos a Justiça Eleitoral precisará baixar o aplicativo e realizar um pré-cadastro solicitando o documento digital. Depois, será preciso comparecer a um ponto de atendimento, que pode ser na Justiça Eleitoral (o aplicativo mostrará as opções mais próximas do cidadão).
No ponto de atendimento, serão validados os dados biométricos com duas digitais de quem pediu o documento. Depois da confirmação das informações, será possível emitir o DNI, que aparecerá no telefone ou tablet que tem o aplicativo do documento.
No caso de pessoas que ainda não fizeram a biometria da Justiça Eleitoral, é possível coletar os dados em estados que firmaram convênios com o TSE. Os institutos de identificação destes estados (o tribunal citou como exemplos PR, RS, MT, MS, SC, BA e RJ) enviam ao TSE os dados necessários para iniciar a solicitação do DNI.
 

 Histórico
 
O DNI surgiu do projeto de Identificação Civil Nacional (ICN), sancionado em maio de 2017 por Temer. A proposta prevê um novo documento, válido em todo território nacional, que unificará dados biométricos e civis dos brasileiros.
O novo documento está a cargo do TSE e as informações ficam associadas ao registro biométrico – segundo o tribunal, mais de 73 milhões de pessoas em todo o país já cadastraram suas fotos e digitais.
 

Documentação para imigrantes
 
Na cerimônia, também foi assinado um decreto que permitirá a implantação do documento provisório de registro nacional migratório, destinado a imigrantes e refugiados que ingressam no Brasil. A medida ficará sob supervisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o objetivo é garantir proteção aos imigrantes. Hoje, segundo ela, essas pessoas hoje recebem um protocolo, mas a resposta do pedido leva cerca de três anos. Nesse período, eles têm dificuldade de acessar serviços públicos e sofrem com “desconfiança” da população, por não terem documento de identificação.
“O Ministério Público tem recebido notícias de graves ocorrência dos solicitantes de refúgio. São casos de xenofobia, trabalho escravo, tráfico de pessoas e impedimento de acesso a serviços públicos”, disse.


De acordo com a procuradora-geral, o número de pedidos de refúgio no Brasil mais que triplicou entre 2016 e 2017. O número saltou de aproximadamente 10 mil pedidos para 33,8 mil de um ano para o outro.
O presidente Michel Temer afirmou que o projeto marca um avanço na forma de identificação dos estrangeiros, o que permitirá que o governo tenha informações mais completas sobre essas pessoas. Ele também citou benefícios aos migrantes.
“Agora, os solicitantes ganharão um documento que dará acesso a carteira de trabalho, CPF e a possibilidade de abrir uma conta bancária”, disse.

Fonte: G1 SC

Não aguento mais", gritou turista gaúcho antes de se afogar em praia de SC

O empresário Jocemar do Nascimento, 43 anos, reuniu a família para curtir o feriado de Navegantes na Praia da Ferrugem, em Garopaba, no litoral de Santa Catarina, mas se afogou no final da manhã de sexta-feira (2), ao tentar retirar do mar a filha de 13 anos.

Jamili Descovi do Nascimento contou ao GaúchaZH ter escorregado de uma pedra depois de ser atingida por uma forte onda. O pai estava tentando tirá-la da água, com os braços esticados, quando também foi derrubado por outra onda. O filho Jean, de 19 anos, pulou na água para ajudar.

— O pai começou a se distanciar e eu ouvi ele dizer: "Não aguento mais" — recordou a filha na manhã deste sábado (3).

A mulher, Sônia, e a namorada do filho, Daniela Ceconello, estavam nas proximidades e correram para pedir socorro. Conforme Jamili, o primeiro a entrar na água foi um vendedor de coco, que usou uma prancha para deixar os irmãos boiando enquanto o socorro não chegava.

Apesar de saber nadar, conforme familiares contaram, Nascimento não resistiu à força das águas. Foi retirado do mar pelo Corpo de Bombeiros. Os socorristas ainda tentaram reanimá-lo com massagens. Os filhos receberam atendimento e passam bem.

A família já retornou para Campo Bom, onde Nascimento administrava a Funilaria e Serralheria Tecno Calha. A mulher dele, Sônia, e o filho, Jean, também trabalhavam na empresa. O velório está ocorrendo na manhã deste sábado, e o enterro será no Cemitério Municipal de Campo Bom, no Centro.

A tragédia ocorreu na primeira manhã da família na praia. Nascimento havia trabalhado no dia 1º e viajou com familiares e a namorada do filho na noite de quinta-feira (1º) para Garopaba. Na página do Facebook de Sônia, foram postadas fotos do passeio deles pelas pedras pouco antes do acidente, que ocorreu por volta do meio-dia da sexta-feira. Segundo Jamili, no momento em que foi atingida pelas ondas, ela estava num local um pouco mais acima do que aparece nas fotos.

Torcedor do Grêmio, Nascimento adorava viajar com a família e participar de encontros com os amigos de grupo de moto. Segundo a sobrinha Jéssica Descovi, de 26 anos, o tio estava sempre "de bem com a vida" e exercia a profissão que aprendeu com o pai, já falecido.

O caso foi registrado na Delegacia da Polícia Civil de Garopaba, que deverá fazer a investigação das circunstâncias do acidente. Nascimento era natural de Ijuí, no noroeste do Estado, mas morava em Campo Bom, conforme familiares, havia mais de 30 anos.

Fonte:Diário Catarinense

Saúde de SC investiga oito casos suspeitos de febre amarela

Uma morte provocada pela doença foi confirmada e outra é investigada. No estado, 162 municípios estão com recomendação para a vacina.

Santa Catarina investiga oito casos suspeitos de febre amarela registrados entre os dias 1º e 27 e janeiro deste ano. Um nono registro durante esse período foi confirmado como sendo da doença: o de uma mulher de 57 anos moradora de Gaspar que morreu após ter contraído a enfermidade durante viagem ao estado de São Paulo.
Entre as oito notificações suspeitas está uma que resultou na morte de um homem em Lajeado Grande. Nenhuma das pessoas com suspeita de febre amarela tinha sido vacinada contra a doença.
Os outros casos em investigação são de moradores de Timbó, Criciúma, São José, Florianópolis, Joinville (2) e São Joaquim.
 

Vacinação
 
A vacina é a única forma de prevenção contra a doença e está disponível gratuitamente na rede pública de todo país, por isso o alerta da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) para a necessidade de imunização.
Pessoas que vão para os estados com transmissão ativa da doença, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e para as cidades com área de recomendação da vacina em Santa Catarina, devem se imunizar pelo menos 10 dias antes da viagem.
Além disso, crianças com 9 meses de idade, independentemente do local de residência, devem ser vacinadas, conforme calendário nacional de vacinação em vigor no ano corrente.
 

Febre amarela
 
Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda e não contagiosa, podendo ser contraída somente pela picada de um mosquito infectado pelo vírus. Pode ser de curta duração ou evoluir de forma grave, podendo levar à morte.
Qualquer pessoa que não tenha sido vacinada que more ou visite áreas onde há transmissão da doença pode contrair a febre amarela.
 

Sintomas
 
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo geral, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada na pela ou branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Se identificar alguns dos sintomas, o paciente a pessoa deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem, para as áreas de risco, realizada nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.
Também deve informar se ocorreram mortes de macacos próximas aos lugares onde esteve e se já tomou a vacina contra a febre amarela, além da data da imunização.
 

Contraindicação
 
A vacina não deve ser tomada por:
 

Crianças menores de 9 meses de idade;
Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
Pessoas com alergia grave ao ovo;
Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;
Pessoas em tratamento com quimioterapia/radioterapia;
Pessoas portadoras de doenças autoimunes;
Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
 

Pessoas que precisam ser avaliadas por um profissional antes de tomar a vacina:
 
Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
Transplantados e pacientes com doença oncológica, em quimioterapia;
Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Fonte: G1 SC

Diferença de preços de material escolar passa de 414% em Joinville, diz pesquisa do Procon

Levantamento analisou os valores de 23 produtos em cinco estabelecimentos comerciais entre os dias 10 e 12 de janeiro.

O Procon de Joinville divulgou uma relação de valores do material escolar feita em cinco diferentes estabelecimentos comerciais do município, que apresentou uma variação de mais de 414% nos produtos similares. A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 12 de janeiro.


Ao todo, foram comparados preços de 23 ítens. Os apontadores tiveram a maior diferença de preço, o mesmo produto foi achado por R$ 0,10 em um local e R$ 3,20 em outro. Este material tem uma variação de 3100%. A pesquisa completa está disponível no site da Prefeitura de Joinville.


O Procon ainda reforçou que a escola só pode solicitar material pedagógico coerente com a quantidade usada nas atividades pelos alunos, sem especificar marca. Material de higiene e uso comum devem ser adquiridos pela própria escola.


A lista de material deve ser disponibilizada pela escola com antecedência. A escola não pode exigir que compre os produtos na própria escola.
 

Veja os ítens verificados:
 

apontador
apontador com depósito
borracha branca
caderno de desenho espiral grande (48 folhas)
caderno universitário espiral capa dura (96 folhas)
caderno universitário espiral capa dura (200 folhas)
caneta esferográfica
cola branca (35/40 gramas)
giz de cera (estojo)
lápis de cor longo (caixa c/ 12)
lápis preto n. 02
massa de modelar (caixa c/ 06),
minidicionário português
papel A4 (100 fls)
papel sulfite (100 fls)
pincel n. 14
tesoura sem ponta
cartolina
cartolina dupla face colorida
esquadro plástico
papel almaço c/ pauta (100 folhas
régua plástica (30 cm)
transferidor plástico 180°

Fonte: G1 SC

Com morte em SC, Vigilância reforça importância da vacina da febre amarela para viajantes Dive-SC lembra que há casos específicos em que a imunização é recomendada, como para quem vai para áreas de transmissão da doença

Foi confirmada nesta terça-feira a primeira morte de um catarinense por febre amarela. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) informou que a vítima, uma moradora de Gaspar de 57 anos, morreu na quarta-feira passada. Como ela tinha viajado recentemente para Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, o caso é considerado importado – não contraído em Santa Catarina.

 
A paciente, que estava no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, não tinha tomado a vacina contra a doença. O diagnóstico laboratorial foi confirmado pela Fundação Oswaldo Cruz do Paraná (Fiocruz/PR), que é o laboratório de referência para o Estado catarinense.

Nos últimos 10 anos foram investigados 204 casos suspeitos em Santa Catarina, porém todos foram descartados. Mas nos primeiros 23 dias de 2018, além da morte confirmada, mais cinco suspeitas e uma morte, em Lajeado Grande, seguem em investigação. Todos os pacientes teriam contraído febre amarela em áreas fora de SC e com transmissão do vírus. O último caso contraído em no Estado foi registrado em 1966, na região Oeste. 

— Desde 66, a gente pode considerar que esse foi o primeiro registro de caso importado de febre amarela silvestre em residente de SC  — confirma o diretor da Dive, Eduardo Macário. 

Ele cita que a orientação para tomar a vacina seguem as mesmas, mas que o principal foco neste momento é em relação ao viajante. Quem for viajar em área de recomendação deve tomar a vacina, pelo menos 10 dias antes de embarcar:

– As pessoas de outras regiões, que não vão se deslocar, por exemplo, quem mora em Florianópolis, Criciúma, Blumenau e Joinville, neste momento não precisam se vacinar – diz Macário. 

O diretor reforça que ainda não há evidências de que o vírus esteja em circulação pelo Estado. Neste ano, oito macacos foram identificados com sintomas da doença, mas a coleta foi feita em quatro deles e ainda aguarda investigação. Por viverem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores em área silvestre, os animais são os primeiros a adoecer alertando para uma possível circulação do vírus. 

Febre amarela: perguntas e respostas sobre a doença

O superintendente em Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Fábio Gaudenzi, reforça que SC, desde 2015, tem se preparado e montado equipes para fazer a vigilância da enfermidade nos animais. Além disso, defende que o aumento de casos notificados é esperado diante da expansão da doença em outras regiões.

El explica que para ter um caso suspeito é feita uma análise clínica do paciente, com verificação dos sintomas, além de checar se a pessoa passou por áreas de circulação do vírus. Então, com esse diagnóstico inicial, a amostra segue para exame laboratorial. 

Aumenta procura por vacina em SC


 A paulistana Sueli Catelani, 58 anos, veio trabalhar por dois meses em Florianópolis, mas às vésperas de voltar para casa tinha uma missão importante: tomar a vacina contra a febre amarela. Aproveitou a tarde desta terça-feira para ir ao posto na Trindade, em Florianópolis. Depois de esperar alguns minutos, recebeu a dose e agora pode viajar tranquila:

— Nesse tempo que fiquei aqui, aconteceu o surto lá. Já garanti e vim me vacinar antes de voltar.

Sueli não está sozinha. Só em Florianópolis, foram mais de 5,4 mil pessoas imunizadas, um aumento de 478% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram vacinadas 942 pessoas. Segundo a Diretoria de Vigilância em Saúde, a estimativa é de que 20% das doses foram aplicadas em turistas que visitam a Capital neste período. Diante da alta da demanda, a Diretoria está em contato com a secretaria estadual para que aumentem a remessa de 3 mil doses mensais. Em Blumenau, que também não é área de recomendação de vacinação, já foram 2.246 doses, um aumento de 6138% em relação ao mesmo período de 2017, quando apenas 36 pessoas foram vacinadas. 

As cidades catarinenses ainda não relatam falta de doses, porém Joinville já solicitou duas remessas para a secretaria estadual. Só janeiro deste ano representa 43% da procura pela vacina de todo o ano passado na cidade do Norte de SC. Em Chapecó, que é área de recomendação de vacina, a procura é tímida. Segundo a prefeitura, o que aumentou foi a busca por orientações e verificação da caderneta para conferir se a pessoa está imunizada ou não.

Segundo a secretaria de Saúde de SC não há risco de falta de vacinas no Estado, pelo menos por enquanto. A Dive informa que no ano passado eram enviadas, pelo Ministério da Saúde, 60 mil doses, agora são 90 mil por mês. O Estado tem em estoque atualmente quase 95 mil doses, fora a reserva dos municípios. 

Quem deve se vacinar em SC

Em Santa Catarina, devem se imunizar os moradores e quem irá viajar para um dos 162 municípios que fazem parte da área com recomendação de vacina. Confira aqui.

Também aqueles que irão viajar para cidades em outros Estados, principalmente os que estão com transmissão ativa da doença (municípios de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia) e países que também têm a recomendação. É importante tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. 

Crianças de 9 meses, nascidas a partir de 2017, de qualquer cidade de SC
Para saber horários e salas de vacinação, entre em contato com a secretaria de Saúde do município

DOSES APLICADAS EM SC

Florianópolis
Em 2018*: 5 mil (430%)
Mesmo período de 2017: 942 
Em 2017: 13 mil 

Criciúma
Em 2018*: não tem o dado
Janeiro de 2017: 647 vacinas
Em 2017: 3.406

Blumenau

Em 2018*: 2.246 (aumento de 6138%)
Mesmo período de 2017: 36
Em 2017: 7.482

Lages

Em 2018*: 1.367
Em 2017: 10.434

Joinville

Em 2018*: 3.849 (aumento de 138%)
Janeiro de 2017: 1.615 
Em 2017: 8.825

*Até 23 de janeiro

Ao Vivo

Trânsito Agora

Tempo