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Programa: Tarde Total
Locutor: Evandro Corbari

Caminhoneiros entram no 8º dia de protesto em rodovias de SC

Paralisação ocorre simultaneamente em estradas federais e estaduais; impactos ocorrem nas áreas de educação, transporte, comércio e saúde.

Os caminhoneiros entraram no oitavo dia de protesto em rodovias de Santa Catarina contra a alta do preço do diesel, nesta segunda-feira (28). Nesta manhã, as policias Rodoviária Federal e Militar Rodoviária não repassaram balanço de pontos de paralisação em rodovias que cortam o estado.
O presidente Michel Temer anunciou série de medidas após reunião com caminhoneiros no domingo (27), no entanto a Arteris Litoral Sul informou que manifestantes estão em cinco pontos da BR-101 fora da pista e sem causar alterações no tráfego. Há outros pontos de atenção em rodovias federais e estaduais nesta manhã.


De acordo com a concessionária, os pontos de atenção são no km 6, acesso a Garuva, km 26 em Joinville, sentido Paraná; no km 75 em Araquari, sentido Rio Grande do Sul; km 116 em Itajaí, no sentido Rio Grande do Sul; no km 215 em Palhoça, também no sentido Rio Grande do Sul. Nesses lugares, apenas veículos de carga não estão passando.
Na noite deste domingo, o governador Pinho Moreira (MDB) se reuniu com o comitê de crise do governo catarinense. Ele voltou a falar em diálogo com os líderes do movimento e mostrou preocupação com a agroindústria.
 

Acordo possibilita abastecimento de aeroportos catarinenses (Foto: Jaqueline Noceti/Secom)
 

Veja os principais reflexos da paralisação no estado:
 

Combustível
 
Em Santa Catarina, 254 dos 295 municípios relataram problemas de abastecimento de combustíveis, conforme dados do governo estadual divulgados na sexta.
Em Florianópolis, na manhã desta segunda-feira, uma longa fila se formava em um posto de gasolina no Centro da cidade, um dos único estabelecimentos com venda direta para o consumidor. Não há mais combustíveis em boa parte das cidades do estado, como Blumenau.
 

Alimentos
 
As Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa-SC) dizem que há desabastecimento de aproximadamente 85%. A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) informou que já há falta de vários produtos nos estabelecimentos. Sem produtos, a Ceasa de Joinville foi fechada.
 

Transporte público
 
Em Florianópolis, o transporte coletivo nesta segunda-feira (28) opera com horários de sábado para as linhas convencionais, já os executivos (amarelinhos) estão suspensos.
 

Aeroportos
 
Os aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Joinville receberam durante a madrugada cargas de combustível de aviação para poder operar pelos próximos dias. Ao todo, oito carretas carregadas de querosene para aeronaves garantirão os voos ao menos pelas próximas 48 horas. A operação contou com o apoio do Exército, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar e dos bombeiros. Nos outros aeroportos, as operações estão restritas para pousos.
 

Saúde
 
As cirurgias eletivas (agendadas) estão suspensas na rede estadual, que tem 13 hospitais próprios. Os procedimentos cirúrgicos serão reagendados.
Todos os cinco hospitais particulares da Grande Florianópolis decidiram no sábado cancelar as cirurgias eletivas. Outros dez hospitais filantrópicos ou privados também suspenderam as cirurgias eletivas, informou a Associação e Federações dos Hospitais de Santa Catarina.
 

Educação
 
Unidades das redes pública e privada de educação estão com aulas interrompidas. Não há aulas neste segunda nas seguintes universidades:
 

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - todas as unidades
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) - 17 dos 22 campi
Universidade do Vale do Itajaí (Univali) - todas as unidades
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) - 7 campi
Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac)
Faculdade Ielusc
UnoChapecó e a Unoeste
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) emitiu nota orientando que as aulas e expediente sejam mantidos nesta segunda, mas afirma que cada centro tem automia para decidir sobre a manutenção das aulas.
 

As redes municipais de Lages, Balneário Camboriú, Palhoça, Chapecó, São Francisco do Sul, Joinville, Rio Negrinho e São Francisco do Sul comunicaram estarem sem aulas nesta segunda.
A Secretaria de Estado da Educação informou que das 1.073 escolas da rede estadual, 80 não terão aulas devido à falta de combustível para o transporte escolar ou por dificuldades no para garantir a alimentação dos alunos.
 

Coleta de lixo e serviços públicos
 
Em Florianópolis, a coleta de lixo, que havia sido alterada, voltou a operar na noite de sexta, após negociação da prefeitura com caminhoneiros para liberação de combustíveis. Blumenau e São Joaquim também tiveram serviços afetados. Boa parte das prefeituras do estado interrompeu obras que utilizam máquinas pesadas para garantir gasolina.
Em Jaraguá do Sul, a coleta de lixo foi paralisada temporariamente e a orientação é que a população não coloque os sacos de lixo orgânicos nas calçadas, para evitar a proliferação de vetores e animais.
A Prefeitura de Concórdia decretou situação de emergência.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) suspendeu os prazos processuais até sexta (1º).
 

Indústria
 
A Aurora de Chapecó e a BRF de Concórdia e Itapiranga suspenderam o abate. Ao menos 20 mil propriedades rurais e 20 indústrias de Santa Catarina foram impactadas pela greve dos caminhoneiros.
Caminhões de ração começaram a ser escoltados no sábado. Eles recebem um adesivo indicativo da Defesa Civil. De acordo com o Sindicado Regional de Aves e Suínos, alguns animais já estavam a 48 horas sem alimentos.
 

Energia e abastecimento (água e luz)
 
Caminhões carregados com produtos químicos para o tratamento de água puderam chegar ao destino no domingo para abastecer as unidades da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) de todo o estado com sulfato de alumínio líquido, hidróxido de cálcio em suspensão e cloro gás. Com isso, a companhia pode operar normalmente, conforme o governo do estado.

Fonte: G1 SC
 

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