NO AR
Programa:

Santa Catarina ignora vacinação de presos do grupo de risco da Covid-19

Mais de 300 pessoas deveriam estar na fase atual de vacinação contra a Covid-19, mas não receberam doses porque cumprem pena

O governo de Santa Catarina está sendo questionado sobre a falta de vacinas contra o coronavírus em presídios para detentos idosos ou deficientes físicos. Tratam-se de pelo menos 351 pessoas dos grupos prioritários que já estão sendo vacinados no Estado, porém, foram ignoradas no atual momento e incluídas somente na vacinação da população carcerária, na quarta fase da campanha e ainda estão sem previsão de data para começar.

O assunto veio à tona a partir de um trabalho do Núcleo da Infância e Juventude, Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (NIJID) da Defensoria Pública do Estado (DPE-SC). Em um ofício enviado à Secretaria de Estado da Saúde na terça-feira (6), os defensores questionam o Estado sobre a falta de vacinas e recomendam a reserva de doses para a garantia de imunização dos pacientes que integram o grupo de risco e estão encarcerados.

onforme um levantamento feito pela própria Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP), há 331 presos em Santa Catarina com idade entre 60 e 75 anos, e outros 25 com deficiência física que se enquadram nos grupos de risco para a Covid-19. No total, são 351 detentos que deveriam estar na fase atual da vacinação, e não com o restante da população carcerária, conforme aponta a Defensoria.

Deste total de 351, apenas seis que estavam no presídio de Jaraguá do Sul tinham sido vacinados até o fim de março, conforme a SAP. Após a atuação da DPE com alguns municípios, a vacinação ocorreu também com os detentos nas unidades de Maravilha, Tubarão, Laguna e Imbituba, somando agora 38 presos vacinados.

 

Coordenadora do NIJID e uma das defensoras que assina o ofício, Sharon Simões aponta que os detentos são de responsabilidade do Estado e, sem a imunização, correm um risco maior dentro das unidades de segurança.

- Esses idosos e deficientes não perdem essas características pelo fato de estarem presos, pelo contrário. O risco que eles correm é ainda mais acentuado por isso, por estarem em um ambiente sem distanciamento, sem equipamentos de segurança. Se não houver uma reserva de doses agora, eles vão ser vacinados somente lá na frente com o restante da população carcerária, mas eles têm um grau maior de risco - explica a defensora.

Presídios de Santa Catarina

 

Pin It

Ao Vivo

Trânsito Agora

Tempo