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Poucas creches, má qualidade do ensino e trabalho infantil afastam Brasil do cumprimento de metas da ONU

Estudo da Fundação Abrinq revela os principais desafios de cada estado brasileiro para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030

Passaram-se dois anos desde que o Brasil, junto a 193 países, assinou o compromisso para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) visando a erradicação da pobreza, redução das desigualdades e de impactos das mudanças climáticas, promoção da justiça, paz e segurança. Ciente do papel fundamental das crianças e dos adolescentes para o sucesso do Brasil no cumprimento do acordo internacional até 2030, a Fundação Abrinq lança nesta terça-feira, 10, a segunda publicação da série A Criança e o Adolescente nos ODS – Marco Zero dos Principais Indicadores Nacionais.

 
Desta vez, o documento produzido para contribuir com a discussão das metas nacionais e monitorar os progressos do País na implementação da Agenda 2030 tem foco nos ODS 4 (Educação de Qualidade: assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos) e ODS 8 (Trabalho Digno e Crescimento Econômico, cuja meta 8.7 estabelece o prazo de 2025 para a erradicação do trabalho infantil). Os indicadores analisados e as desigualdades entre os estados brasileiros podem comprometer seriamente o alcance dos resultados estabelecidos pelo pacto da ONU, reforçando a necessidade da ampliação de investimentos e a construção de estratégias para enfrentar cenários tão diferentes.

— A maior preocupação recai sobre as condições de vulnerabilidade de algumas regiões, com indicadores bastante discrepantes da média nacional — explica Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. 

Ela cita como exemplo as taxas de analfabetismo da população entre 10 e 17 anos, que no Norte e Nordeste chegam a 5,4% nessa faixa etária, quase o dobro da média nacional (2,9%) e bem superior às demais regiões: Centro-Oeste (1,4%), Sudeste (1,3%) e Sul (1%). 

— Não deixar ninguém para traz significa assegurarmos o acesso à educação pública de qualidade para todas e todos. Isso é condição fundamental para o desenvolvimento sustentável no Brasil — acrescenta Heloisa.

Veja os principais destaques da série A Criança e o Adolescente nos ODS – Marco Zero dos Principais Indicadores Nacionais:

·  No Maranhão, 20% das pessoas com mais de 15 anos são analfabetas;
·  Os cinco piores Estados com baixa oferta de pré-escola são da região Norte;
·  Em Sergipe, 1 em cada 3 crianças estão “atrasadas” no Ensino Fundamental;
·  No Ensino Médio, metade dos adolescentes do Pará tem distorção Série versus Idade;
·  Em Alagoas, 80% dos alunos da 3ª série não têm aprendizagem adequada em matemática;
·  A taxa de abandono do Ensino Médio no Pará é 2,5 vezes maior que a média brasileira;
·  24 mil crianças de 10 a 14 anos (ou 8% dessa faixa etária) trabalham no Piauí.

Fonte: Jornal de Santa Catarina
 
 

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