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Saúde de SC investiga oito casos suspeitos de febre amarela

Uma morte provocada pela doença foi confirmada e outra é investigada. No estado, 162 municípios estão com recomendação para a vacina.

Santa Catarina investiga oito casos suspeitos de febre amarela registrados entre os dias 1º e 27 e janeiro deste ano. Um nono registro durante esse período foi confirmado como sendo da doença: o de uma mulher de 57 anos moradora de Gaspar que morreu após ter contraído a enfermidade durante viagem ao estado de São Paulo.
Entre as oito notificações suspeitas está uma que resultou na morte de um homem em Lajeado Grande. Nenhuma das pessoas com suspeita de febre amarela tinha sido vacinada contra a doença.
Os outros casos em investigação são de moradores de Timbó, Criciúma, São José, Florianópolis, Joinville (2) e São Joaquim.
 

Vacinação
 
A vacina é a única forma de prevenção contra a doença e está disponível gratuitamente na rede pública de todo país, por isso o alerta da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) para a necessidade de imunização.
Pessoas que vão para os estados com transmissão ativa da doença, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e para as cidades com área de recomendação da vacina em Santa Catarina, devem se imunizar pelo menos 10 dias antes da viagem.
Além disso, crianças com 9 meses de idade, independentemente do local de residência, devem ser vacinadas, conforme calendário nacional de vacinação em vigor no ano corrente.
 

Febre amarela
 
Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda e não contagiosa, podendo ser contraída somente pela picada de um mosquito infectado pelo vírus. Pode ser de curta duração ou evoluir de forma grave, podendo levar à morte.
Qualquer pessoa que não tenha sido vacinada que more ou visite áreas onde há transmissão da doença pode contrair a febre amarela.
 

Sintomas
 
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo geral, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada na pela ou branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Se identificar alguns dos sintomas, o paciente a pessoa deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem, para as áreas de risco, realizada nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.
Também deve informar se ocorreram mortes de macacos próximas aos lugares onde esteve e se já tomou a vacina contra a febre amarela, além da data da imunização.
 

Contraindicação
 
A vacina não deve ser tomada por:
 

Crianças menores de 9 meses de idade;
Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
Pessoas com alergia grave ao ovo;
Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;
Pessoas em tratamento com quimioterapia/radioterapia;
Pessoas portadoras de doenças autoimunes;
Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
 

Pessoas que precisam ser avaliadas por um profissional antes de tomar a vacina:
 
Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
Transplantados e pacientes com doença oncológica, em quimioterapia;
Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Fonte: G1 SC

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